O LEGADO DE ABRIL NA HISTÓRIA DE UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO
Vasco Lourenço e Alfredo Barroso - Num jantar que contou com mais de uma centena de pessoas, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso partiram as suas memórias e evocaram os valores de Abril e o legado da "Revolução dos Cravos" na história de um Portugal democrático.
JOSÉ LUÍS JUDAS NO JANTAR DO CLUBE A LINHA
O Clube A Linha contou com a presença de José Luís Judas onde foi especificamente abordado o processo de concepção e execução da estratégia e do projecto que conduziu à vitória do Partido Socialista nas eleições autárquicas em Cascais, com o slogan "mudança tranquila".
VÍTOR RAMALHO NO CLUBE A LINHA
Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, recordou a matriz genética do partido Socialista, debruçando-se especificamente sobre os desafios autárquicos com que o PS se vê confrontado no Distrito de Setúbal, apresentando a estratégia política seguida nas últimas eleições autárquicas, bem como o caminho que se está a trilhar naquele distrito.
OS DESAFIOS DO CRESCIMENTO ECONÓMICO
Vieira da Silva e Pedro Marques - Cascais acolheu José António Vieira da Silva e Pedro Marques para mais um debate promovido pelo Clube A Linha, onde os convidados partilharam com o auditório, a sua visão sobre os desafios que Portugal enfrenta em matéria de crescimento económico.
sábado, 27 de junho de 2009
Sugestão da Linha - Sessão de Lançamento do Livro "Lei Eleitoral para a Assembleia da República"
Eleições Legislativas marcadas para 27 de Setembro
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Carlos Leone: A propósito da marcação de eleições
Que bom, não fui só eu a notar a pérola presidencial de ontem. Como já foi notado por Medeiros Ferreira, se a ideia da legislação em vigor fosse termos eleições no mesmo dia, seriam marcadas ambas pela mesma entidade (O Governo ou o PR, tanto fazia).Neste cenário, se e quando vencer, o PS deve ter o cuidado de não fazer do resultados das legislativas um voto de desconfiança ao PR, e em vez disso apenas anunciar a ocasião (Congresso de 2010?) em que divulgará qual o candidato presidencial que apoiará nas próximas eleições.
Se, como é mais provável apesar da encenação, o PR acabar por marcar outra data, toda a demora terá servido para mais definitivamente desautorizar a amálgama que o PSD imagina servir-lhe melhor. E provavelmente nem sequer imagina bem.
Mas esperemos que não haja ocasião para verificar, a bem das eleições e da verdade em política.
sábado, 20 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Newsletter de Abril/Maio 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Paulo Ferreira: A Rosa dos Novos Ventos
Uma maioria absoluta PSD/CDS seria o pior dos cenários hipotéticos, o do cavaquismo extremo, com a democracia, política, embora não constitucionalmente, suspensa, não pelos seis meses que Ferreira Leite já manifestou desejar, mas por quatro longos anos de uma forma de presidencialismo de facto, em estilo autoritário. Este é o sonho de todos os cavaquistas inveterados que há algum tempo atrás preconizavam, insistentemente, até, uma concentração maior de poderes no Presidente da República, ambição que só teve o PS como limite para a sua concretização constitucional.
Outro quadro hipotético, o de uma vitória do PSD sem condições de governar em maioria absoluta, cenário menos gravoso que o anterior e que embora preocupante (quem acredita em Manuela Ferreira Leite como alguém capaz de abrir horizontes para o Portugal moderno?), não assusta o PS e que levaria o Partido a reassumir o seu anterior estatuto de principal partido da oposição.
Restam ainda os outros dois cenários possíveis, os que todos os socialistas preferimos: O da vitória do PS, com maioria relativa, que implicaria uma governação com exigências necessariamente diferentes das que conhecemos nos últimos quatro anos e o cenário da renovação da maioria absoluta do PS, que só dependerá da vontade que vier a ser manifestada nas urnas.
Penso que a melhor atitude que o Partido Socialista há-de tomar para obter a vitória nas próximas Legislativas, será, com a humildade de quem se entrega nas mãos do povo soberano, assumir, se necessário, alguns erros de percurso, como foram certas intenções reformistas que ficaram pelo caminho e que acabaram por mais não fazer do que penalizar a imagem do próprio governo. A partir desse ponto, sem receios e com justo orgulho, o PS fará competentemente o trabalho que lhe cabe: o de informar os cidadãos acerca daquilo que fez de bom durante o presente mandato (e foi muito), confiando enfim, no bom senso do eleitorado, que soberanamente terá a última palavra.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Mónica Cunha: E Agora PS?
É certo que nós socialistas sofremos uma inesperada e pesada derrota, mas nem tudo está perdido. Há que reflectir nos surpreendentes resultados eleitorais e tirar algumas ilações:
- É fundamental combater a abstenção. LUTAR CONTRA A INDIFERENÇA POLÍTICA.
- O Partido Socialista foi penalizado pelo eleitorado descontente com a política governativa, sobretudo com o aumento brutal do desemprego. MAIS POLÍTICA SOCIAL.
- A líder do PSD, Manuela Ferreira leite sai reforçada destas eleições. IMPEDIR O NOVO FÔLEGO DO PSD.
- A esquerda está visivelmente dividida. É imperativo reconquistar os socialistas desencantados (que provavelmente contribuíram para a afirmação do Bloco de Esquerda como a terceira força política nacional) com a ajuda do camarada Manuel Alegre. MAIS ESQUERDA, MAIS PS.
- A escolha do cabeça de lista do PS não teve a eficácia desejada. APOSTAR NOS MELHORES CANDIDATOS.
- É preciso reflectir no que tem de mudar na governação socialista para reconquistar o eleitorado. ABRAÇAR A MUDANÇA.
- O PS deve apoiar a recandidatura de Durão Barroso à Presidência da Comissão Europeia, tendo em conta os resultados gerais das eleições europeias. EVITAR CONFLITOS DESNECESSÁRIOS.
- O governo pode não alterar, no essencial, o rumo da política socialista de combate à crise internacional mas deve explicar melhor aos portugueses as suas escolhas. MAIS DIÁLOGO.
- O PS tem que se preocupar mais com a mobilização dos seus militantes e simpatizantes. UNIR E MOBILIZAR O PS.
Socialistas, o importante é não desistir. Agir com maior determinação e acreditar que é possível criar uma nova dinâmica de vitória socialista.
8 de Junho de 2009
Mónica Cunha
Militante do PS Oeiras
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O voto, um processo
Um facto notado mas pouco comentado das eleições de dia 7 foi a elevada percentagem do voto em branco e nulo, que seria suficiente para eleger um deputado. Claro que, com tanta abstenção, a percentagem pode ser enganadora, sendo provável que em autárquicas e legislativas ela desça para valores mais próximos dos dos chamados pequenos partidos. Para isso, contudo, são necessárias duas coisas:2) lembrar que o voto não é apenas um acto, o de colocar o boletim na urna; é um processo, pelo qual a nossa cruz no boletim nos vincula a uma força política cuja acção nós apoiámos e que, no final do período abrangido pela eleição, será chamada a ser avaliada de novos por todos nós.
Ou seja, o voto não é o fim da democracia, mas o seu início. É verdade que a abstenção, tal como o voto branco ou nulo, exprime um sentimento, mas não vincula ninguém a nada. Só o voto nos responsabiliza, tanto quanto responsabiliza os partidos. E só pode falar em nome da qualidade da democracia, da exigência com os partidos, etc., quem começar por se responsabilizar.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Público procura PS dividido... até aqui nada de novo!
Carlos Leone: Ainda sobre as Eleições Europeias...
Saudações socialistasAqui descobre-se o que já está analisado há muito. Por outro lado, há evidências que não levam a parte alguma. Não só tudo isto é notório há muito, como detém uma discussão do que se tem feito mal, ou não se tem feito de todo.
E isto numa altura em que a Gradiva anuncia um novo livro de Eduardo Lourenço sobre a Esquerda europeia, o MUDE abre uma exposição sobre propaganda política... Amigos, o caminho faz-se caminhando!
Abraço
Carlos
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Carlos Leone: Novas oportunidades
O post da semana passada, «uma campanha a sério», revelou-se mais oportuno do que era suposto. Seguindo a sugestão com que encerrava, vale a pena tentar aprender algumas coisas.Em primeiro lugar, perder o foco da campanha é fatal; Vital quis combater a abstenção e, quando desistiu disso, a abstenção desfez o resultado que se anunciava nas sondagens.
Em segundo lugar, confirma-se que adoptar os termos dos adversários é dar-lhes armas. Ao cair nas infinitas discussões internas, a campanha europeia do PS tornou-se igual às outras, um erro que favoreceu os adversários (e como teria sido diferente se em cada dia da campanha o PS tivesse avançado com um tema europeu...bem treinado, teria feito pela positiva um discurso político próprio e eficiente, mesmo se com as inevitáveis tensões ocasionais como a dos impostos ou a do apoio a Durão Barroso).
Em terceiro lugar, confirma-se o que certos pregadores no deserto já dizem há anos: não faz mal apostar em meios de comunicação e marketing de ponta, mas fazer deles o alfa e o ómega da acção política, reproduzindo (como se isso fosse possível) estratégias de outros, não chega. Em tempo de crise, o eleitorado quer soluções políticas. Disto depende tudo o resto: só com uma identidade ideológica consistente (incluindo simbologia não publicitária, como foi defendido aqui há já mais tempo) se conseguirá um discurso político próprio e a mobilização de todos aqueles que, optando pela abstenção, comprometem a governabilidade.
E, neste momento, parece que já nem é só a abstenção. A confirmar-se a notícia que os votos brancos bastariam para eleger um deputado, ela indica bem o quanto é necessário um trabalho de mobilização, mais do que de desvio de votos dos outros partidos.
Carlos Leone
quarta-feira, 3 de junho de 2009
João Santos: Por uma noite de 5º feira: partidos, cidadania, militantes
O lugar dos partidos nas sociedades de democracia avançada é indiscutivelmente central no que concerne à viabilização do funcionamento das instituições que veiculam a vontade popular. Estas instituições são lugares de diálogo e combate. De combate através do diálogo. De diálogo como forma avançada de combate.Outro influente militante do PS, Augusto Santos Silva, cita Hannah Arendt: «A política repousa sobre um facto: a pluralidade humana. […] A política trata da comunidade e da reciprocidade de seres diferentes». (ASS, 2000, 82) E acrescenta que, hoje, não se trata apenas de pluralidade externa dos actores sociais mas da pluralidade interna feita de diferentes pertenças e contraditórias orientações num mesmo actor social.
Se os partidos ainda são lugar para o enunciado livre de distintas possibilidades de acção, então importa que se não deixe morrer o que neles possa subsistir de «irrealismo». De vontade de outra coisa.
«C’est un joli nom, ‘Camarade’…» dizia uma canção que exaltava precisamente o espírito de partido. Mas o espírito de partido não dispensa, tanto como o sentido geral de um propósito comum, a divergência, a solidariedade e a franqueza. Ou assim me parece.
Augusto Santos Silva (2000), «A Acção Política, um Ensaio de Teoria e Perspectiva», in A política. Ensaios de definição, Ediciones sequitur
João de Almeida Santos (1999), Breviário Político-Filosófico, Fenda
terça-feira, 2 de junho de 2009
Carlos Leone: Uma campanha a sério
Uma campanha a sério...



