O LEGADO DE ABRIL NA HISTÓRIA DE UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO

Vasco Lourenço e Alfredo Barroso - Num jantar que contou com mais de uma centena de pessoas, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso partiram as suas memórias e evocaram os valores de Abril e o legado da "Revolução dos Cravos" na história de um Portugal democrático.

JOSÉ LUÍS JUDAS NO JANTAR DO CLUBE A LINHA

O Clube A Linha contou com a presença de José Luís Judas onde foi especificamente abordado o processo de concepção e execução da estratégia e do projecto que conduziu à vitória do Partido Socialista nas eleições autárquicas em Cascais, com o slogan "mudança tranquila".

VÍTOR RAMALHO NO CLUBE A LINHA

Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, recordou a matriz genética do partido Socialista, debruçando-se especificamente sobre os desafios autárquicos com que o PS se vê confrontado no Distrito de Setúbal, apresentando a estratégia política seguida nas últimas eleições autárquicas, bem como o caminho que se está a trilhar naquele distrito.

OS DESAFIOS DO CRESCIMENTO ECONÓMICO

Vieira da Silva e Pedro Marques - Cascais acolheu José António Vieira da Silva e Pedro Marques para mais um debate promovido pelo Clube A Linha, onde os convidados partilharam com o auditório, a sua visão sobre os desafios que Portugal enfrenta em matéria de crescimento económico.

OS DESAFIOS AUTÁRQUICOS DE 2013: CONTRIBUTOS PARA A ACÇÃO POLÍTICA

José Junqueiro - Perante um auditório lotado, José Junqueiro sublinhou a importância das próximas eleições autárquicas para o Partido Socialista, onde se irão sentir pela primeira vez os efeitos da limitação de mandatos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fomos de férias... regressamos em breve!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A doutrina do fontanário

As eleições de Setembro e Outubro têm surgido como o culminar de um ano político invulgarmente intenso, mas tudo indica não serem o fim, antes sim o reinício, sob novas formas, da prática política tal como a temos vindo a conhecer desde há cerca de um ano a esta parte. Isto é, parece assegurada a continuidade do fontanário presidencial, um sistema político caro a quem em Portugal se diz presidencialista mas entende o presidencialismo como um exercício de «influência» sem face, nem nome, nem palavra.

O comportamento do Palácio de Belém em sucessivos episódios, agora o das «fontes sob escuta» (mas afinal disponíveis no site do PSD) e o da não recondução do cirurgião Lobo Antunes num cargo oficial (que o Presidente poderia ter assegurado, caso quisesse, pois nomeia 3 dos membros do organismo), são apenas os mais recentes jorros do fontanário presidencial. Antes houve os insultos públicos à Assembleia da República por causa do Estatuto dos Açores, a conivência com Alberto João Jardim e a sua «democracia avançada», o humor sobre o jipe necessário para carregar iniciativas legislativas a avaliar este Verão, enfim, um já demasiado longo rol de «casos» inventados a partir do Palácio de Belém sempre sem responsabilização de ninguém nem sequer desmentidos (e desculpas) oficiais.

A doutrina do fontanário consiste em teleguiar as forças políticas sem nunca assumir o preço disso. Quando se assume, como sucedeu no caso do PRD de Eanes, o resultado rapidamente se tornou incómodo. Daí, até pela experiência do actual PR nesse episódio, convém doutrinar a partir da oposição quando o governo dispõe de maioria absoluta, para o odioso ficar sempre com quem tem «poder». E, assim que houver governo de maioria relativa, interferir nele com a ameaça do poder de dissolução. Esta velha doutrina não é exclusivamente política, faz parte de velhos hábitos pátrios de manipulação, denúncia, rumores ou, como agora se usa, «suspeitas». Em seu tempo, de outra maioria absoluta, Sottomayor Cardia comentava que Portugal não sofria de problemas de governabilidade porque era até demasiado fácil o «governo» - em moldes não responsabilizantes, como os da doutrina do fontanário. Sucede que, em tempo de cobertura noticiosa permanente e véspera de eleições, as «fontes» salpicam demasiado. E quem já viu o jardim do Palácio sabe que as fontes ganhavam com uma manutenção...

Também isso deve ser assumido pelo Secretário Geral na próxima campanha: o PS compromete-se a governar com este Presidente mas não o apoiará se decidir recandidatar-se. A sua política não é a nossa, e o seu modo de a exercer não merece já comentários. Merece apenas um adversário capaz de o derrotar, ou ao candidato que a Direita apresente no seu lugar. Não será certamente o essencial desta campanha, mas tratar-se-à de uma clarificação ideológica e política que servirá para diferenciar ainda melhor o PS do PSD - hoje igual ao do cavaquismo.
A Linha

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Campanha2009(3)

A entrevista de Ferro Rodrigues ao Expresso, em particular a espécie de roteiro para alianças pós-eleitorais que a fez notada, suscitou reacções de todo o lado. É revelador que todas as reacções façam sentido: muito simplesmente, trata-se de um assunto completamente prematuro. Logo, todos podem ter toda a razão.
Embora a «direita dos blogs», referida há umas semanas aqui a propósito da BlogConf, não seja capaz de o perceber, o destino dos líderes de PS e PSD joga-se em função das duas eleições, legislativas e autárquicas, não apenas da primeira delas. Pensar em acordos quando não se sabe quem os fará, mas é certo que não serão Sócrates e Ferreira Leite, é descabido. Quem vencer as legislativas, como tudo indica sucederá ao PS, mesmo que governe em minoria (como o PS terá quase de certeza de fazer, atendendo às alternativas no imediato), terá aliás condições razoáveis para o fazer. Graças aos prazos inibitórios à dissolução da Assembleia por parte do Presidente, os primeiros dois anos de governação, sensivelmente, ficam perto de garantidos. O que se será capaz de realizar neles, claro está, é a dúvida. Mas quem sabe o que esses dois anos vão trazer? Nada impede um governo de iniciar funções em minoria e, mais tarde, completar o mandato através de novos apoios parlamentares, seja com novas políticas da «extrema esquerda», seja com novos líderes da Direita. Foi esse, aliás, o caminho de António Costa com o actual executivo camarário lisboeta.
Pensar em Agosto em soluções de problemas que só em Outubro irão ficar definidos, quando só a partir desse momento será possível lidar com eles e haverá dois anos para o fazer, serve apenas para insistir no que já se sabe: maioria absoluta é improvável, BE e PCP não querem governar, PSD e CDS continuam exactamente como há 5 anos, etc., etc. Bem anda o Secretário Geral do PS ao falar das suas propostas e daquilo que quer e não quer, em vez de perder (o nosso) tempo com encenações desprovidas de argumento.
Carlos Leone

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Os cartazes e a cola que os aguenta

Como de costume, a campanha do BE revela a maior das eficiências, forçar os outros a responder-lhe. Mas, mesmo quando a resposta é mais séria que a campanha, persiste o problema: há uma Esquerda que se julga moralmente superior (curioso tique comunista) e rebaixa os outros como gestores mais ou menos inconscientes do «sistema». Isto do «sistema» faz lembrar o lúcido discurso de um Dias da Cunha, mas nem é preciso entrar em futebolices. Observe-se como estas seis petições de princípio começam e acabam com a negação do PS como sendo de Esquerda. Afinal de contas, que é isso de democratizar, descolonizar, integrar Portugal na UE, reformar os sistemas de educação, saúde, etc., contrariar a privatização da segurança social e a venda da dívida fiscal, descriminalizar a IVG, etc., etc., etc.? Resposta: «gestão». Eis uma análise à altura dos cartazes.
Há de facto, um problema com a «extrema-esquerda», mas não é ser dita «extrema». Mais grave, é não ser «esquerda». Só o pode ser quem reconhece a diferença (em vez de apenas a apregoar contra outros), seja face a outras esquerdas seja face à Direita. Mas só assim, em nome da «verdadeira Esquerda», se pode falar de outro governo sem nunca ter de o praticar, já se sabe...
Foto: do blog país relativo

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Campanha2009 (2)

Agora que a renovação do PSD já nos deu listas com Deus Pinheiro, Couto dos Santos, etc., resta o espalhafato dos prejudicados, sobretudo o das distritais com candidatos absurdos (do norte ao sul do país).
O caso mais comentado, e justamente, é o do ex-candidato a líder Passos Coelho. A sua exclusão contrasta com o esforço federador tentado por Sócrates nas listas do PS e, como tantos outros aspectos (estilo, propostas ou falta delas, etc.), distingue PS do PSD. Aliás, se o programa do PSD corresponder às prioridades enunciadas ontem, isso será ainda mais patente. Entretanto, a não inclusão de Passos Coelho parece indicar uma estratégia de terra queimada: como o líder que perder terá os dias contados, se Ferreira Leite sair derrotada, o mais provável próximo líder não estará no Parlamento. Isto, somado a um discurso e umas listas passadista, parece indicar não uma estratégia de vitória ou sequer de cuidado com o futuro mas uma espécie de ajuste de contas interno. Antes da cisão inevitável do PSD? É difícil ver o que sairá de bom disso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Campanha2009 (1)

Hoje é dia em que, respondendo às declarações de Marques Mendes sobre a impropriedade de candidaturas partidárias envolvendo pessoas sob investigação pela Justiça, Manuela Ferreira Leite disse que não fala de transparência porque assunto tão sério não deve ser discutido em campanha. Para quem se queixa de não haver programa, eis o que significa o programa «fazer de morto» do PSD. Podia ser mais claro? Esperemos pelo tudólogo oficial, do Abrupto.
Claro que o Público, jornalismo de referência, consegue ver outra notícia. Vale a pena notar isso e o significado do título perante o que a notícia relega para o fim, o significado da «renovação». Tudo em família...

Carlos Leone
PS - Não por acaso, Isaltino tambem tem um cartaz a dizer que vota na família dele. Bate tudo certo, realmente...