O LEGADO DE ABRIL NA HISTÓRIA DE UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO

Vasco Lourenço e Alfredo Barroso - Num jantar que contou com mais de uma centena de pessoas, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso partiram as suas memórias e evocaram os valores de Abril e o legado da "Revolução dos Cravos" na história de um Portugal democrático.

JOSÉ LUÍS JUDAS NO JANTAR DO CLUBE A LINHA

O Clube A Linha contou com a presença de José Luís Judas onde foi especificamente abordado o processo de concepção e execução da estratégia e do projecto que conduziu à vitória do Partido Socialista nas eleições autárquicas em Cascais, com o slogan "mudança tranquila".

VÍTOR RAMALHO NO CLUBE A LINHA

Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, recordou a matriz genética do partido Socialista, debruçando-se especificamente sobre os desafios autárquicos com que o PS se vê confrontado no Distrito de Setúbal, apresentando a estratégia política seguida nas últimas eleições autárquicas, bem como o caminho que se está a trilhar naquele distrito.

OS DESAFIOS DO CRESCIMENTO ECONÓMICO

Vieira da Silva e Pedro Marques - Cascais acolheu José António Vieira da Silva e Pedro Marques para mais um debate promovido pelo Clube A Linha, onde os convidados partilharam com o auditório, a sua visão sobre os desafios que Portugal enfrenta em matéria de crescimento económico.

OS DESAFIOS AUTÁRQUICOS DE 2013: CONTRIBUTOS PARA A ACÇÃO POLÍTICA

José Junqueiro - Perante um auditório lotado, José Junqueiro sublinhou a importância das próximas eleições autárquicas para o Partido Socialista, onde se irão sentir pela primeira vez os efeitos da limitação de mandatos.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

JOÃO CARVALHO - UMA PEQUENA HISTÓRIA AFRICANA


No início da minha vida profissional, tive a grata experiência de homem do mar, que marcou de forma vincada, a minha própria personalidade.

Foi no final dos anos 60, que embarquei pela 1º vez, como praticante de oficial Marinha Mercante, no paquete "Vera Cruz" que, na altura, se dedicava ao transporte de tropas para Angola.

Na chegada a Luanda, que para mim representava a primeira vez que ia pisar terra africana, levava os sentidos alerta e a curiosidade desperta para essa nova experiência.

Depois do desembarque das forças militares e ao descer a escada do portaló, chamou-me a atenção um vendedor de artesanato que carregado de colares e bugigangas, se me dirigia, subindo a escada com toda a sua "mercadoria".

De repente, surge do nada, um indivíduo civil que mais tarde soube ser um polícia de defesa do Estado, que esbofeteia o pobre vendedor e o leva a cair na escada e a espalhar as estatuetas no chão do cais.

Protestei, naturalmente, contra um procedimento tão desajustado, mas percebi nesse primeiro contacto, que não tinha chegado a uma terra de Comércio Livre ...

Sei que passados quase 40 anos, muito mudou no mundo, em África e em Angola. Sei e vivi muitas outras histórias de sinal contrário do ponto de vista étnico e social, mas que igualmente mostram um grande desrespeito pela diferença.

Esta foi, no entanto, uma história que nunca mais esqueci e de que me recordo sempre que, como gestor, tenha que negociar com outras gentes, de outras raças, de outros credos e de outros hábitos.

Por respeito pela diferença.

João Carvalho
Presidente da Associação de Armadores da Marinha de Comércio
Membro Fundador do Clube de Reflexão Política a Linha

2 comentários:

Eurico Rodrigues disse...

O João Carvalho, nas breves linhas do seu artigo, revela-se um africanista de matriz humanista (antes do tempo), conceito que hoje integra as correntes mais vastas do multiculturalismo e mesmo do construtivismo positivista internacional.

Do afecto com que fala de Angola, partilho com ele a emoção de quem nasceu em Luanda. Como homem do mar, sinto-lhe o significado profundo das suas palavras na minha “alma de marinheiro”. Da repugnância à PIDE, comungamos a condenação de toda a desigualdade racial e, por conseguinte, de toda a mutilação da liberdade.

Em tão poucas linhas e num estilo tão despretencioso, seria impossível dizer mais, sobretudo na óptica do pensamento da esquerda progressista, que não pode descurar a consciência histórica.

Numa palavra: excelente.

Um abraço.

Eurico Rodrigues

Rui Estêvão Alexandre disse...

vejo-me, de repente, transportado para um cenário de tons sépia, onde um jovem protesta contra um regime castrador e claustrofóbico. Os cheiros daquela terra, que nunca senti, aproximaram-se num instante dos meus sentidos.
Fantástico post, com uma capacidade de nos transportar com tal leveza, que só alguém com tanta experiência nos transportes marítimos nos poderia proporcionar.