O LEGADO DE ABRIL NA HISTÓRIA DE UM PORTUGAL DEMOCRÁTICO

Vasco Lourenço e Alfredo Barroso - Num jantar que contou com mais de uma centena de pessoas, Vasco Lourenço e Alfredo Barroso partiram as suas memórias e evocaram os valores de Abril e o legado da "Revolução dos Cravos" na história de um Portugal democrático.

JOSÉ LUÍS JUDAS NO JANTAR DO CLUBE A LINHA

O Clube A Linha contou com a presença de José Luís Judas onde foi especificamente abordado o processo de concepção e execução da estratégia e do projecto que conduziu à vitória do Partido Socialista nas eleições autárquicas em Cascais, com o slogan "mudança tranquila".

VÍTOR RAMALHO NO CLUBE A LINHA

Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, recordou a matriz genética do partido Socialista, debruçando-se especificamente sobre os desafios autárquicos com que o PS se vê confrontado no Distrito de Setúbal, apresentando a estratégia política seguida nas últimas eleições autárquicas, bem como o caminho que se está a trilhar naquele distrito.

OS DESAFIOS DO CRESCIMENTO ECONÓMICO

Vieira da Silva e Pedro Marques - Cascais acolheu José António Vieira da Silva e Pedro Marques para mais um debate promovido pelo Clube A Linha, onde os convidados partilharam com o auditório, a sua visão sobre os desafios que Portugal enfrenta em matéria de crescimento económico.

OS DESAFIOS AUTÁRQUICOS DE 2013: CONTRIBUTOS PARA A ACÇÃO POLÍTICA

José Junqueiro - Perante um auditório lotado, José Junqueiro sublinhou a importância das próximas eleições autárquicas para o Partido Socialista, onde se irão sentir pela primeira vez os efeitos da limitação de mandatos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ERC dá razão às queixas sobre o Jornal da Noite da TVI

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou reprovar a actuação da TVI no Jornal Nacional de sexta-feira, por desrespeito das normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística.


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deliberou reprovar a actuação da TVI no Jornal Nacional de sexta-feira, por “desrespeito das normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística”.

A decisão do Conselho Regulador da ERC pende sobre sete peças de três edições daquele programa, depois de terem sido apresentadas trezes queixas à entidade que acusam a estação de televisão “de falta de rigor e de isenção” no tratamento noticioso de peças noticiosas sobre o primeiro-ministro e membros do PS.

A ERC fundamenta a decisão por ter sido “verificada, à luz da análise efectuada, a possibilidade de a TVI ter posto em causa o respeito pela presunção de inocência dos visados nas notícias”, lê se em comunicado.

A concluir, o Conselho Regulador resolveu “instar a TVI a cumprir de forma mais rigorosa o dever de rigor e isenção jornalística”.

Filipe Pacheco
in Jornal de Negócios On-line (28 de Maio)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Palavras Criativas entrevista...Fernando Montenegro (membro fundador do Clube de Reflexão Política - A Linha)

"Palavras Criativas – Como e quando é que surgiu a ideia de criar um Clube de Reflexão Política?
Fernando Montenegro – A ideia de criar o Clube de Reflexão Política não é recente. No entanto, o seu arranque foi sendo adiado por inúmeras razões… nunca era o momento oportuno. Hoje, quando olhamos para trás vemos que esse momento ideal não existe, tal como em muitos outros momentos das nossas vidas. Decidimos pois que era chegado o tempo de dar um passo em frente. Foi o que fizemos no dia 20 de Junho de 2008. Desta forma nasceu o Clube A Linha que traduz o desejo de muitos militantes e simpatizantes do Partido Socialista em criar um fórum de debate político aberto à participação de todos, não se restringindo apenas aos militantes.

Palavras Criativas – Porquê a designação “A Linha” (por ser um Clube mais dirigido à Linha de Cascais)?
Fernando Montenegro – Sempre aprendi que a Linha (recta) é a distância mais curta entre dois pontos. Sem prejuízo de poder designar a proveniência de muitos dos seus membros (da Linha de Cascais), a designação traduz ainda o nosso compromisso de estar na Linha da Frente na construção de uma sociedade mais solidária, mais justa e coesa. Será essa a Linha justa a que nos manteremos fiéis, aprofundado a discussão e o debate político fazendo sempre o apelo à participação de todos.

Palavras Criativas – Que balanço fazes da actividade do Clube?
Fernando Montenegro – Fazer um balanço das actividades do Clube com apenas um ano de existência parece-me um pouco prematuro. No entanto, podemos afirmar, desde já, que esta experiência tem sido muito positiva para todos nós.

Palavras Criativas – No âmbito das várias iniciativas promovidas pelo Clube, partilha uma história curiosa
Fernando Montenegro – Não sei se curiosa, mas destaco uma que tanta tinta fez passar nos órgãos de comunicação social, lamentavelmente fora de contexto. Refiro-me à afirmação do subscritor da moção do Secretário-Geral, o camarada Augusto Santos Silva a propósito da expressão “malhar na direita”. A mesma ocorreu no debate organizado por nós com as três moções globais ao Congresso Nacional do PS.

Palavras Criativas – Obrigada por teres aceite este desafio e deixa-nos uma “mensagem política”
Fernando Montenegro – Arquimedes que dizia, “dai-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”. O Ponto de apoio é sem dúvida o regime democrático em que vivemos, cabendo a cada um de nós ser a alavanca que ergue o mundo, tornando-o um lugar melhor."

Esta entrevista foi publicada no blog palavras criativas

sábado, 23 de maio de 2009

Rui Alexandre: Cuidado Portugueses?

Referindo-se à classe política, um participante do Fórum da TSF de terça-feira, 19 de Maio, termina a sua intervenção, relativa a uma menina russa que fora retirada, por ordem judicial, à família de acolhimento, com o alerta: “Portugueses, tenham cuidado com a Democracia que estes senhores andam a praticar.”
Este ano, como é já por demais sabido, temos três actos eleitorais para os quais a previsão da abstenção eleitoral é extremamente preocupante. E, se para nada mais servisse esta frase, que a mim me soou demasiado frívola, que servisse ao menos para, depois de ela ter sido lançada às profundas malhas de ondas hertzianas, assustar alguns portugueses mais incautos e força-los a preocuparem-se com o país para além da sua rua.
Mas não, aquela não me pareceu mesmo uma frase consequente. Até porque naquele discurso se confundiam políticos com juízes e legisladores com advogados. Mas isso seria o menos grave, se ao menos se tivesse a noção do significado do termo, que é definidor basilar do nosso regime – Estado de Direito Democrático – a Democracia.
A participação popular num regime democrático não se pode confinar ao dia das eleições. Quando se fala em cidadania, em maior participação popular, no reforço da influência de pequenos ou grandes grupos, representantes dos cidadãos, não o podemos fazer de ânimo leve. Votar é um momento que delineia um rumo para os anos seguintes, pelo que nenhum cidadão pode pensar que a sua intervenção cívica se faz de quatro em quatro anos, quando vota. Todos Nós, cidadãos, somos agentes activos da Democracia, e se este não é o melhor dos sistemas, cabe-nos a Nós, cidadãos, influenciar, propor, mostrar novos cenários.
Por tudo isto, eu considero que aquele aviso não passou de uma frase de café, vinda de alguém que, por força de mais de quarenta anos de ditadura, se desabituou de opinar, de agir, de decidir sobre si mesmo. E porquê? Porque houve sempre alguém que o ilibou das suas próprias responsabilidades.
Cuidado, Portugueses, com a Democracia que vos escapa entre os dedos! Agarrem-na e dêem-lhe uso.
Rui Alexandre
Politólogo

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Programa: "Que Políticas de Ambiente para o Século XXI?" (23 de Maio, 14h30)


Aprovada por unanimidade a Moção "Por um Voto mais Europeu"

A Comissão Política da Federação da Área Urbana de Lisboa aprovou na passada quarta-feira, por unanimidade, a Moção Sectorial intitulada Incentivar e consciencializar, "Por um voto mais Europeu".

Proposta ao XIII congresso da FAUL, em Novembro último, pelos elementos do Clube de Reflexão Política A Linha, Paulo Ferreira, António Miranda, Eurico Rodrigues, Fernando Mota, Fernando Montenegro, José Brites, Luís Santos, Manuel Gomes, Pedro Canelas e Rui Alexandre, a defesa da moção coube ao seu primeiro subscritor, o nosso camarada Paulo da Costa Ferreira, em reunião da Comissão Política da F.A.U.L. realizada na Sede Nacional do Partido Socialista.

A apresentação das propostas contidas na moção em apreço traduzem o trabalho desenvolvido no âmbito deste espaço aberto da Reflexão Política.

domingo, 17 de maio de 2009

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Linha debate a relação entre os media e o poder político

Decorreu no passado dia 13 mais um debate do clube de reflexão política A Linha, desta feita dedicado ao tema da relação entre jornalismo e poder político. No anfiteatro da Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (Rossio), o Clube recebeu os oradores convidados Arons de Carvalho (deputado do grupo parlamentar do PS à AR) e Alfredo Maia (presidente do Sindicato dos Jornalistas), tendo ambos falado a título individual, pois além das suas ocupações actuais detêm vasto curriculum, sendo Arons de Carvalho Professor de Comunicação Social (FCSH/UNL) e Alfredo Maia jornalista (JN).

Depois de um breve vídeo noticioso apresentando a relação entre poder político e comunicação social em França, destinado a lançar o debate, o moderador do debate, Carlos Leone, enquadrou esta sessão no panorama português actual, marcado por aquilo que designou de «judicialização da vida pública do país», indicando vários pontos de contacto entre as esferas da comunicação social e do poder político com a do sistema de justiça.

Na sua intervenção inicial, Arons de Carvalho começou por fazer um balanço dos últimos quatro anos, afirmando aguardar ainda por uma correcção das injustiças ditas ainda recentemente pelos críticos do actual estatuto do jornalista. Prosseguiu a sua intervenção comparando a situação actual no campo da liberdade de fundação de empresas jornalísticas com o tempo em que foi secretário de Estado da Comunicação Social, notando melhorias, diferenciando a liberdade da comunicação social nacional (grande) da regional (dependente de subsídios dos poderes locais) e da imprensa desportiva (dependente de fontes nos grandes clubes). A concluir, o deputado chamou a atenção para a liberdade interna dos jornalistas nos seus órgãos de comunicação social e sublinhou algumas das limitações reveladas em Portugal no campo da auto regulação jornalística.

Respondendo de imediato a algumas das observações feitas, Alfredo Maia começou por notar que o PS honrou os seus compromissos eleitorais no caso da lei sobre a concentração da propriedade dos media. Contudo, o Presidente do Sindicato dos Jornalistas apontou algumas falhas que importa corrigir no âmbito da protecção de direitos de autor dos jornalistas (aspecto que Arons de Carvalho entendeu ser dificilmente legislável por interferir com o modo de produção normal dos órgãos noticiosos). Ainda no decurso da sua intervenção inicial, Alfredo Maia destacou o risco de a actual lei da conservação de comunicações sabotar o direito do jornalista a não revelar as suas fontes e terminou salientando como o actual clima empresarial reforça a precariedade na profissão e facilita a censura económica.

Estas intervenções suscitaram de imediato debate, quer entre os oradores quer com o público. Entre muitas das questões abordadas foi dado especial enfoque à relação entre os políticos e os jornalistas, em especial ao ataque generalizado por parte destes à imagem pública dos políticos, o que vem reforçar a desconfiança e a descrença dos cidadãos perante os políticos. Sobre esta questão, Alfredo Maia reconheceu a existência lamentável de um tipo de jornalismo, a que chamou de “jornalismo de matilha” que procura promover este sentimento junto da sociedade civil.

Foram ainda colocadas questões por parte de jovens jornalistas, que se centraram em torno de questões éticas e deontológicas, em especial na busca de orientações sobre a forma de actuação no mercado de trabalho, passando pela eterna questão de quem determina efectivamente as agendas mediáticas nacionais, i.e., se estas são definidas pelos proprietários dos órgãos de comunicação social ou pelos seus jornalistas. Perante a interpelação ao moderador, a respeito da eventual hipótese de o poder presidencial poder servir de moderador aos excessos do jornalismo, a ideia pareceu pouco viável, a qual foi partilhada aliás pelos outros convidados.

Foram ainda abordadas questões em torno da preponderância dos jornalistas nos gabinetes ministeriais e suas limitações e a possibilidade do cooperativismo jornalístico ser uma alternativa exequível para o surgimento de novos órgãos de comunicação social.

Esta troca de ideias manteve aceso o debate mais de hora e meia até, já perto da meia-noite, ter sido necessário dá-lo por encerrado.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mensagem de Alfredo Maia (Presidente do Sindicato dos Jornalistas)


"A concentração da propriedade dos meios de informação, a desprotecção dos direitos de autor, a precariedade e o desemprego de jornalistas constituem o "cancro do betão" que atinge as estruturas do edifício jurídico-constitucional da liberdade de imprensa e ameaça a Democracia"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Convite: Os Media e o Poder Político - Os Paradoxos da Notícia (debate, 13 de Maio, 4.ª feira)





Mónica Cunha: Dever de Informar Versus Tentação de Opinar

Serão os jornalistas, cada vez mais, produtores de opinião em vez de produtores de notícias, isto é, cada vez menos jornalistas e cada vez mais “opinion makers / leaders”?

A tentação de opinar por parte do jornalista sobrepõe-se ao seu dever de informar? Esta é uma questão muito sensível, dado que é ténue a fronteira entre o que é a notícia propriamente dita e o que é a opinião jornalística.

Cabe ao jornalista, cuja função é transformar a informação em notícia, a decisão sobre o mérito jornalístico de uma dada informação, e é aqui que reside o seu poder, na possibilidade de converter ou não a informação em notícia.

O poder de decidir, através de um processo de interpretação subjectiva, se uma determinada informação é ou não notícia, e consequentemente o poder de influenciar a opinião pública, destinatária última das notícias produzidas no âmbito dos Media.

Este inquestionável poder de influência da comunicação social baseia-se numa consciente ética deontológica e rigorosos critérios jornalísticos ou trata-se de um mero poder discricionário (arbitrário)?

Esta questão assume particular relevância quando reflectimos sobre a relação entre a comunicação social e a política. Ainda muito recentemente, no âmbito do processo Freeport, o Primeiro-Ministro José Sócrates processou alguns jornalistas por difamação, o que levanta outra questão fundamental: quais os limites da liberdade de imprensa em democracia?
Aqui fica o meu pequeno contributo para o debate que se avizinha: Os Media e o Poder Político – Os paradoxos da notícia.

Paço de Arcos, 10 de Maio de 2009
Mónica Cunha
Militante do PS Oeiras

Tiago Krusse: sobre o inquérito da Linha (lançado no Plaxo) sobre a independência dos jornalistas

Na sequência de um inquérito sobra a independência dos jornalistas lançado no Plaxo, decidimos publicar a opinião de Tiago Krusse, de quem obtivemos naturalmente a devida autorização.

Apenas um esclarecimento
, este inquérito teve como objectivo suscitar o debate e a partilha de outras opiniões sobre o tema em torno dos media e do poder político, as quais queremos ver discutidas no nosso próximo debate de dia 13 de Maio, 4.ª feira.

Mais informações sobre este inquérito, que vale sobretudo pelos pontos de vista para o qual nos remetem os comentários.

http://www.plaxo.com/events/show/202063538315?src=email&et=4&el=pt_pt

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"O meu nome é Tiago Krusse, sou jornalista profissional, carteira número 5782, e penso que este inquérito é da maior relevância. Julgo que o problema da informação em Portugal é igual a tantos outros países democráticos e onde existe imprensa livre. A questão é que, tal como nos tempos da censura, há assuntos que não podem ser bem noticiados porque mexem com valores que põem em causa o status quo.

Um exemplo simples e recente: um tribunal feito há dois anos ruiu na região centro. A notícia revelou-nos que o tribunal ruiu mas nenhuma nos disse quem tinha sido o arquitecto, a construtora, o responsável de obra, o fiscalizador e adjudicador.

Isto é notícia?! Não é pela razão em que falha nos pontos todos fulcrais da concepção jornalística.As empresas de comunicação ou os grupos de media são entidades para dar lucro e a informação vem em segundo lugar.

Depois a informação é tratada consoante os interesses que esses mesmas empresas ou grupos de media têm. Por fim cito o Caso Casa Pia e a forma escabrosa como foi tratada pela Felícia Cabrita. Nunca uma notícia foi tão mal trabalhada neste País, no entanto a senhora é hoje uma vedeta da profissão".

Tiago Krusse,

jornalista profissional, carteira número 5782

Mónica Cunha: Marcos Perestrello leva “Oeiras a Sério”

O Secretário-Geral do Partido Socialista apresentou hoje o cabeça-de-lista do PS à Câmara Municipal de Oeiras, no Lagoas Park Hotel em Porto Salvo.

José Sócrates explicou, a uma sala cheia de militantes e notáveis do PS, com especial realce para o Presidente do Partido, Almeida Santos, as razões da escolha do ex-vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Marcos Perestrello para liderar o município de Oeiras.

Destacando em particular a modernidade do jovem ex-deputado que aceitou prontamente este novo desafio autárquico.

Marcos Perestrello dirigiu-se com optimismo aos seus apoiantes, mostrando-se preparado para travar este combate político, que se advinha duro, tendo em conta que irá confrontar-se com Isaltino Morais, Presidente da autarquia há 25 anos.

Marcos Perestrello realçou ainda a necessidade de mudança, “de uma nova exigência para Oeiras” que permita elevar os padrões de qualidade e bem-estar dos habitantes do Concelho.

Marcos Perestrello nasceu em 1971 e é licenciado em Direito, tendo desempenhado o cargo de Secretário Nacional para a organização do Partido Socialista.

Paço de Arcos, 10 de Maio de 2009
Mónica Cunha
Militante do PS Oeiras

Rui Alexandre: Marcos Perestrello em Oeiras

O PS Oeiras apresentou ontem, Domingo, 10 de Maio, Marcos Perestrello, o candidato que irá encabeçar a lista que, dos últimos anos, é a que se apresenta com mais oportunidades de vencer, aquele que é tradicionalmente, mais do que um município laranja, o município de Isaltino Morais.

Marcos Perestrello foi eleito deputado em 2005 (por Beja), no entanto deixou o parlamento para ir co-adjuvar António Costa na difícil tarefa de dignificar a cidade de Lisboa. Muito embora a vitória em Lisboa seja um cenário quase garantido, Parestrello aceitou o desafio da Concelhia de Oeiras para um conjunto de difíceis batalhas, mas que culminarão certamente numa árdua, mas valiosa, vitória.

Nas três últimas eleições legislativas o PS, em Oeiras, venceu duas. Em 2005 venceu com 40.91%, comparando com os 25, 80% do PPD/PSD, em 2002 perdeu por 2,5%, e em 1999 venceu com uma diferença de 8%. Posto isto, temos que concordar que Oeiras não é decerto um concelho PSD.

É certo que a dinâmica de umas eleições autárquicas é muito diferente da das legislativas, porém estes números são um bom prenúncio para o Marcos Perestrello mas, acima de tudo, para Oeiras.

Por outro lado, Isaltino é indiscutivelmente, neste momento, um homem agastado. Apresenta-se frequentemente abatido e cansado. É um Isaltino Morais muito diferente daquele que, há uns anos, me habituei a ver como o Sr. Oeiras. Todavia, ainda que em decadência, a árvore mantém as suas raízes.

Cá estaremos na Linha da frente para ajudar Oeiras nesta tarefa de criar novas raízes, as nossas! Contém connosco!
Força Oeiras

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Turismo: Um Valor Estratégico para Cascais

Sem prejuízo da evolução recente da actividade turística no nosso país, que vem demonstrar ser este um dos eixos estratégicos para o desenvolvimento económico de Portugal, a crise económica e financeira veio colocar enormes entraves à manutenção positiva da recente tendência de crescimento no sector, o que constitui um enorme desafio a todos de modo a se conseguirem encontrar novas formas de se chegar aos mercados e de se atrair mais turistas.

A par com o Estado, as autarquias, empresas, associações e os próprios cidadãos, assumem um papel fundamental na afirmação da importância do turismo enquanto meio gerador de riqueza.

Neste sentido, e de modo a aprofundar a discussão em torno do turismo na Costa do Estoril, o Clube de Reflexão Política A Linha realizou no passado dia 5 de Maio, no Auditório da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, um debate subordinado ao tema “O Turismo no Século XXI: Uma Estratégia Sustentável para a Costa do Estoril”, que contou com a presença do Dr. Bernardo Trindade, Secretário de Estado Turismo e do Dr. Francisco Banha, Presidente do Business Angels Club e Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade.

Fazendo uma introdução ao tema do debate, Pedro Canelas, o moderador do debate, destacou o papel de grande relevância que o sector dos serviços, nomeadamente a hotelaria e a restauração, assumem numa região em que não há agricultura e em que o sector industrial é praticamente inexistente, assim se revestindo o turismo, no Concelho de Cascais, de uma dimensão prioritária e estratégica.

O Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernando Trindade, começou por referir as condições únicas e o enorme potencial futuro do nosso país, na área do turismo, motivo do empenho do actual Governo, no estabelecimento de parcerias com os investidores privados, sobretudo num momento económico difícil como é aquele que presentemente vivemos.

Neste sentido, sublinhou como reformas recentes do Governo neste domínio, o novo paradigma da exploração hoteleira, estabelecido pela nova Lei dos Empreendimentos Turísticos, que teve em vista os resorts, onde coabitam unidades hoteleiras, campos de golf e turismo residencial, procurando garantir uma continuidade na qualidade da exploraçao da oferta turística, em especial ao nível do turismo residencial. Referiu ainda o Secretário de Estado do Turismo, a reforma das regiões de turismo, algo que o sector e a sociedade portuguesa reivindicavam há mais de três décadas, processo que até ao presente não progredia, por estar dependente de um delicado equilíbrio de forças entre os dois maiores partidos. Assim, esta reforma, que o actual Governo logrou concluir, veio permitir reorganizar o universo do país, que basicamente continha mais de trinta entidades, entre regiões de turismo, juntas de turismo e zonas de turismo e que apesar disso não conseguiam cobrir a totalidade do território nacional.

A presente reforma garantiu que uma das novas entidades regionais de turismo cobrisse todo o país e criou cinco entidades regionais que coincidem com as NUTS II, as quais estão já em funcionamento e a contratualizar com o Turismo de Portugal as suas actividades, por forma a apoiar o turismo no actual contexto e a cumprir os objectivos do Governo para este sector.

Bernando Trindade fez ainda ainda uma especial referência à extinção da Junta de Turismo da Costa do Estoril, a qual motivou fortes críticas por parte do actual Presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, tendo o Secretário de Estado do Turismo garantido, em resposta a essa ideia veiculada por alguns sectores ligados à vida política local, que a mesma não teve qualquer impacto no seu quadro de financiamento, estando a serem cumpridos todos os objectivos que a Junta de Turismo tinha e nalguns casos, até, com vantagem acrescida.

Por fim, e enquandrando a actual crise internacional e o impacto que teve sobre o nosso turismo no último trimestre de 2008, após 4 anos de recordes turísticos sucessivos, o Secretário de Estado fez menção do reforço significativo, por parte do Governo, do investimento em promoção turística, externa e interna, procurando, para tal, estabelecer parcerias com o sector privado, designadamente, as companhias aéreas e a A.N.A., promovendo a criação de novas rotas aéreas para Portugal (iniciativa.pt), bem como a abertura de um conjunto de linhas de crédito bonificado e com assunção de 50% do risco de crédito por parte do Estado para os investidores do sector, recuperando e reforçando instrumentos que estavam adormecidos, como a Capital de Risco e o Fundo de Investimento Imobiliário. Segundo ele, estas medidas pretendem constituir uma resposta à actual conjuntura internacional e dirigem-se a que esta actividade económica continue a marcar passos decisivos na nossa estratégia de desenvolvimento global.

Por seu turno, salientando a importância da estratégia na aplicação dos recursos, quer ao nível político, quer empresarial, o dr. Francisco Banha, do clube Business Angels, apontou como tópicos orientadores, o trabalho em conjunto, o empreendedorismo, o apoio à inovação e a criatividade.

Como elemento estratégico importante para o turismo nacional, o orador destacou a criação pelo Governo de um Plano Estratégico Nacional para o Turismo, abrangendo o período 2006/2015, documento que define prioridades entre os produtos a oferecer e linhas orientadoras para cada uma das regiões, chamando ainda a atenção dos presentes para a existência de um Plano Estratégico para a linha de Cascais, que cruza com as orientações do Governo, nomeadamente nas questões do turismo, ambiente, saúde e energia.

Focando o papel fundamental do empresário no aparecimento dos recursos turísticos (pois é ele quem dá vida ao potencial turístico de uma região e é por ele que passa a criação das oportunidades) o orador chamou a atenção para a importância que o actual acesso facilitado à informação oferece, de forma a que os agentes económicos possam afirmar os seus projectos. Conhecimento (incluindo o aspecto relacional) e atitude perante a vida (criatividade), constituem para ele os dois requisitos fundamentais a quem pretenda apresentar-se como empreendedor, tendo ilustrado esta estatuição com diversos casos de sucesso empresarial da actualidade e procurando através deles salientar exemplos da capacidade para identificar oportunidades e acrescentar valor nos mercados, quer no plano global, quer nacional. Apesar de reconhecer o esforço que tem sido feito por parte das autoridades, não deixou de chamar a atenção para a necessidade de um maior apoio na fase embrionária dos projectos, por forma a dotar os investidores do capital de risco necessário, como factor crítico para o desenvolvimento do país, referindo-se em especial ao sector turístico. Neste sentido, invocou a importante contribuição com que capitalistas de risco privados, como os Business Angels, têm ajudado a impulsionar projectos inovadores.

Por fim, foi aberto o debate ao público, que contribuiu para o melhor esclarecimento pelos oradores convidados, de algumas questões suscitadas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Carlos Leone: 1º de Maio

O post de dia 2 de Rui Pena Pires no Outubro comenta bem os acontecimento do 1º de Maio. E, além disso, comenta ainda o seu próprio post de 27 de Abril, também no Outubro. Na prática, não bastam normas, sem uma moral (uma ideologia, pelo menos), nenhuma norma passa de letra morta. A indignação perante as «malfeitorias» do PC, as «insinuações» de Miguel Portas e os silêncios de Alegre e dos seus, para ser mais do que uma cruzada moral, terá de ser consequente. Há anos, pelo menos desde 2007, que este ressurgir da violência era previsível, em campanha, no 1º de Maio, no 25 de Abril ou ainda de outra forma. Para o ano, quem sabe se no 5 de Outubro... Seja como for, trata-se de escolhas: quem faz campanha pela Europa, contra a abstenção, pela Esquerda democrática, etc., não pode depois, por facilidade pessoal ou profissional, levar a sério politólogos como André Freire, blogs como o Peão, etc. Há arruaceiros bem piores do que os que atacaram Vital Moreira.


Carlos Leone
Membro do Clube do Chiado
Membro do Clube de Reflexão Política A Linha

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Maria Penim - Estarmos na Política

Estou no PS há apenas um ano, apesar de ser simpatizante a vida inteira.

Fui renitente em entrar na vida política e partidária, por sempre entender que gosto de pensar por mim própria. Senti sempre que fazer parte de uma organização partidária equivaleria a aprisionar e ensombrar as minhas próprias opiniões face às decisões de uma organização partidária. Pensamento e ideia insustentável para a minha maneira de estar na vida.

Todavia, em mim operou-se uma mudança, porque como é óbvio, o nosso percurso de crescimento pessoal difere de pessoa para pessoa. Tive que crescer, para perceber e integrar pensamentos, tais como:

“o meu País precisa de mim, como de qualquer outro cidadão português; - se desejo que o meu País tenha um melhor nível de vida e se encontrem mais esbatidas as diferenças existentes entre as várias classes sociais, tenho e devo participar na vida política portuguesa; - antes de críticar devo participar e trabalhar na inovação e construção de projectos políticos para o bem comum; - estarei correcta ao nada fazer, não participar, não fazer parte, esperando que outros trabalhem, planeiem, organizem e tomem decisões que a todos dizem respeito; - integrar um partido político não me torna prisioneira dele, antes pelo contrário, através dele poderei contribuir a par de outros numa melhoria das condições de vida para todos; - estarmos na política é sermos voluntários, solidários e socialmente sensíveis ao bem comum, é defendermos uma justiça social com a criação de oportunidades iguais para todos, é partilharmos responsabilidades, no fundo é efectivarmos uma cidadania activa”.

Pensamentos simples, mas importantes. Pois, quantos mais sentirem o que senti, mais irão participar, florescendo pensamentos e trocas de ideias viçosas, ricas e cheias de cor. A quantidade tratará a qualidade, obviamente já existente, mas que nunca será excessiva na vida política.

Quando decidi estar presente na sessão, “Autárquicas 2009 – Os Novos desafios da Governação Local”, questionei-me porquê e para quê? Quem vou encontrar?

Pensei. Senão mais, pelo menos um conjunto de pessoas, donde faço parte. A minha família, a que escolhi. A família das ideias e dos sonhos políticos que senão iguais, pelo menos semelhantes.

Estar presente na sessão representou ser ouvinte e participar através de uma discussão construtiva, das opiniões, valores e experiências pessoais que todos nós transportamos e, que em conjunto, poderemos canalizar e reflectir, construindo alternativas sobre as atitudes, soluções e caminhos realizáveis a adoptar sobre programas e projectos políticos no objectivo de que as gentes deste País vivam melhor nos aspectos económico, social e cultural. É assim, que eu vejo e vivo a política.

Mas penso que a razão de ser de todos os presentes, ou seja, a sua pedra de toque, a sua estrela Polar foi a vontade que lhes assiste na troca de ideias, pela reflexão do passado e presente, a pensar no rumo certo que o PS deverá adoptar nas autárquicas de 2009.

Para mim a solução será a aproximação das populações à política. Deixo cair estas duas palavras a MOTIVAÇÃO e a SOLIDARIEDADE. Porquê?

A Motivação, na medida que implicará uma maior participação dos cidadãos na vida política portuguesa que por sua vez, provocará uma menor abstenção eleitoral e construirá caminhos através de redes, parcerias e contratos locais, através da solidariedade entre todos.

A Solidariedade, na medida que terá de ser repensada profundamente, criando canais para a sua incrementação, organização e planeamento, onde as populações locais alcancem dinâmicas vivas, mescladas de novos valores.

Os tempos são de crise e para lhe responder eficazmente não bastarão somente os programas de ajuda social que o Governo tem e irá implementar num futuro próximo. As populações deverão ter que repensar formas e vias próprias para se autonomizarem, onde o poder local poderá ter uma palavra a dizer.

Deixo por isso, a seguinte questão: a comunicação, a informação e o marketing não serão as armas de base para uma Sociedade do Conhecimento, que por sua vez implementará a motivação e solidariedade nos âmbitos geral e local. Não será este um dos primeiros caminhos a seguir.

Considero que um bom trabalho autárquico constitui uma das bases interactivas na construção de planos e programas políticos nacionais. Mas, sem marketing, comunicação e informação bem canalizada e partilhada esse trabalho passará despercebido por muito bom que seja.

Parabéns ao Clube da Linha pela Sessão.

Maria Penim
23 de Abril

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Convite: "O Turismo no Século XXI: Uma Estratégia Sustentável para a Costa do Estoril" (5 de Maio, 21h00, Monte Estoril)

Sem prejuízo da evolução recente da actividade turística no nosso país, que vem demonstrar ser este um dos eixos estratégicos para o desenvolvimento económico de Portugal, a crise económica e financeira veio colocar enormes entraves à manutenção positiva da recente tendência de crescimento no sector, o que constitui um enorme desafio a todos de modo a se conseguirem encontrar novas formas de se chegar aos mercados e de se atrair mais turistas.

A par com o Estado, as autarquias, empresas, associações e os próprios cidadãos, assumem um papel fundamental na afirmação da importância do turismo enquanto meio gerador de riqueza.

Neste sentido, e de modo a aprofundar a discussão em torno do turismo na Costa do Estoril, o Clube de Reflexão Política A Linha realiza no próximo dia 5 de Maio, 3.ª feira, às 21h00, um debate subordinado ao tema “O Turismo no Século XXI: Uma Estratégia Sustentável para a Costa do Estoril”, que contará com a presença do Dr. Bernardo Trindade, Secretário de Estado do Turismo e do Dr. Francisco Banha, Presidente do Business Angels Club e Vice-Presidente do Fórum para a Competitividade.

O debate, de entrada livre, terá lugar no Auditório da Orquestra Câmara Cascais e Oeiras, na Av. das Acácias, 81, no Monte Estoril.

Contamos com a sua participação!

Eventuais esclarecimentos: